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As doces noites no fim de semana

“Esse vai ser o lugar do verão”, disse o DJ Nado Leal, após show de Anna Luisa, que abriu o fim de semana do Projeto em Casa. Na sexta à noite,  com um timbre delicado e entrosamento com a banda  (João Gaspar, violão; Siri e Marcelo Costa,  percussão; Carlos César,  bateria; e Emerson Mardhine, baixo), a jovem cantora e compositora, aos 28 anos, mostrou as influências, que vão de maracatu a baião e  rock. Anna Luisa apresentou Girando, o segundo CD, lançado em 2008 depois de Do Zero de 2006. Entre suas autorias do mais recente disco, está Bailarina do Mar.

“Uma regravação que eu gosto muito e que acabou entrando neste segundo CD para a minha felicidade é Cachaça mecânica, de Roberto e Erasmo Carlos”, disse a cantora antes de entrar no camarim para vestir o figurino. Desfilando um repertório sólido, sem dar margens a referências, Anna Luisa atravessou pouco mais de uma hora deslizando groove e suingue.

“Agradeço a presença de vocês. Agradeço esse espaço lindo para a música”, sentenciou, antes de Baião digital, música de Rodrigo Maranhão numa onda mangue-beat.  “Adoro Anna Luisa, sou muito suspeita para falar dela”, disse Ana Costa, também cantora e compositora, nome atual do samba. Os aplausos do público e as lágrimas de emoção de Anna Luisa cumprimentando amigos depois do show falaram por si. O DJ Nado Leal seguiu a energia da noite de sexta com o melhor da MPB.

No sábado foi a vez dos Doces Cariocas. “Se a gente falar por aí que é Em Casa, as pessoas vão achar que é o nosso sarau”, disse Pierre Aderne,  rindo ao lado da parceira Alexia Bomtempo. A brincadeira foi um trocadilho com o nome do projeto no Zozô. O clima leve da noite começou com Quanto tempo, música que emplacou nas rádios e despertou a crítica para o primeiro CD cujo trabalho trouxe um time de compositores .  Vida de estrela, que teve Edu Krieger na concepção, foi uma das parcerias apresentadas.

Além de autorias inéditas, a dupla fez releituras do que ficou gravado musicalmente na memória de cada um. Swing de Campo Grande, de Acabou Chorare, de 1972, fez parte do show.

Doces Cariocas com violões, violoncello, acordeon e percussão é um ‘baleiro musical’, eles se denominam assim. “Quando a gente lembra de baleiro, a gente lembra de muita bala misturada. A gente carrega na sonoridade uma mistura de vários estilos e gerações diferentes’’,  explicou Alexia. No início do próximo ano, tem lançamento do DVD gravado no Teatro Tom Jobim. Uma das músicas que fazem parte é Tua namorada. Mais uma letra que imprime o bom humor de momentos entre amigos compositores.